• Águas de Aruanda

16 de agosto. Dia de Omolu/Obaluaiê

Orixá Omolu, também conhecido como Obaluaiê, é uma poderosa manifestação de Olorum (Deus), associada à terra, à saúde e à riqueza para o povo iorubá e tem o seu nome traduzido como “senhor de todos os espíritos da terra”. Orixá da renovação dos espíritos, senhor dos mortos e regente dos cemitérios, é considerado o campo santo entre o mundo material e o mundo espiritual.

Omolu, misericórdia divina com a humanidade, ajuda aos cientistas e estudiosos a investigarem as doenças para descobrirem os remédios para os tratamentos e curas. É ainda reconhecido carinhosamente como “médico dos pobres”, por trazer o alívio às dores dos seres humanos.

No campo da evolução humana, atua no momento do encarne – cria a ligação energética entre o espírito reencarnante e o corpo material que irá se desenvolver no ventre materno, promovendo ainda a redução do corpo plasmático do ser que está se ligando à matéria, para que este agora acompanhe nova jornada evolutiva noutra formação física em adaptação.

Age também no momento do desencarne, isto é, na passagem do plano material para o espiritual, no sentido de paralisação das forças físicas, sendo conhecido também como “Senhor das Passagens”.

Agente da misericórdia, ainda leva o amor divino, a guarida e proteção a todos aqueles seres que caíram, pelas suas impetuosidades, impulsividades, egoísmos e vicissitudes, para que todos esses filhos caídos possam retornar novamente à trilha do progresso.

Este grande Orixá se manifesta à visão humana com o corpo coberto de palha da costa, elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e ao sobrenatural.

Carrega um símbolo chamado Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas e com pequenas cabaças que representam a sua posição de curador, pois porta os remédios. Com esse instrumento, capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como “varre” as doenças, impurezas e males sobrenaturais, mostrando, assim, sua ligação com a terra.

Os devotos de Omolu lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas (deburus), em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego.

Omolu também está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que este elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

É homenageado no dia 16 de agosto, quando há uma grande festa, o Olubajé, que tem como finalidade mostrar aos homens, por meio da comida, da bebida e da dança, que eles devem ser amigos dos seus semelhantes.

Os filhos de Omolu são geralmente pessoas muito reservadas, calmas, pacatas, que possuem uma existência sóbria, e sõa capazes de se abster da própria vida em prol de outros. São sinceras, inteligentes, excelentes alunos da vida, bons observadores e assimilam com facilidade tudo que veem. Não se esquecem das mágoas sofridas e reprimidas, mas não fazem disso um vale de lágrimas.

Aspectos Gerais

Dia da semana: Segunda-feira.

Símbolos: Xaxará e lança de madeira.

Elementos: terra e fogo do interior da terra.

Pedra: Obsidiana.

Folha: mamona.

Domínios: Doenças epidêmicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.

Sincretismo: São Roque (16/08) ou São Lázaro (17/12).

Cores: branco, preto, vermelho, marrom.

Comida: pipoca (deburu).

Saudação: Atotô!

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