O divino aterramento - parte 2



Não se trata de um novo teorema, mas tão somente de um novo entendimento sobre os porquês de muitos atos e rituais, ainda, envolvendo os seres humanos do projeto Terra. O divino aterramento para ser acessado precisa primeiramente que a pessoa decida observar todos os seus atos, palavras, comportamentos e pensamentos em um verdadeiro processo de mergulho interior sem medos nem ressalvas. Tal processo não é feito da noite para dia, precisando de longos períodos de reflexão dos apegos e alimentos doados aos egos acobertados por anos pelo fazer sem saber o que e para que precisa executar algo. O pensamento no início fica completamente embaralhado, numa sensação de deixar engavetada a oportunidade de se tornar gente de verdade. A vida parece muito curta aos imediatistas de sempre que somente conseguem mal enxergar seus próprios anseios, projetando ainda no outro expectativas frustradas para descendentes, principalmente, num plano maquiavélico de robotizar as atitudes alheias de acordo com seu senso de verdade e obstinação na vida. Capotes são armas para mascarar o verdadeiro corpo sedento por vítimas de todas as espécies e somente a morte para salvaguardar tais mazelas empobrecidas em distribuição. A maldade começa como uma semente mínima ganhando aliados para a semeadura com o passar dos anos, sob a justificativa de que desconhece outro caminho diferente. Os embustes vão ganhando puberdade e as mentes incoerentes vão dando coerência às atitudes levianas ditas como justificáveis aos olhos somente do próprio algoz. Nada num tudo se transforma em mais um pouco para o nada. Afinal… Seguir na juventude lúcida corresponde para poucos e o nada deixa de existir com a ciência dos passos a serem trilhados sem mais arrepios desconfiados de como pisar em solos já sabidos e eivados de conhecimentos alicerces. O bradar do grande animal residente das entranhas do próprio ser humano leitor desta mensagem pulsa não só no peito, mas em toda a egrégora luminar. As saudações aos que ficaram com a criança interna atrofiada diante dos medos de perseguições e lamentos em sair do eixo e ficar à margem do aprender, somente inibe cada vez mais o animal que reside depois da descoberta e boa educação da criança primeira a chegar. A palidez em olhares e desconfianças somente aumentam com o passar do tempo vazio, preocupando-se com abstratos materiais e itens depreciativos de valor equânime. O embaralhar das ideias começa a incomodar o que antes era quase sabido e que agora o nada se aproxima para que a limpeza seja completa sem guardar resíduos de apegos de outrora já demasiadamente julgadas esquecidas. Pesca de endividamentos dotados de promessas vazias a uma força que julga ter poder, mas em nada alimento no peito, aquela sairá sem grandes êxitos e cobiçada a entrar na fila da decepção. Os prejuízos são muitos para aquele que muito sabe e não aplica em nada a oportunidade de causar divisores nas vidas dos próximos, ou pelo menos o despertar da própria consciência endurecida pela preguiça do raciocinar renegado a outros menos, porém que se tornaram mais diante da sua inércia. A calmaria pode parecer tijolo para o divino aterramento, mas tudo está também no material do tal tijolo e na verdadeira utilidade para o mesmo dentro do propósito divino para cada célula embrutecida de sabedoria. Aos poucos vai-se chegando ao encontro com os lixos guardados no íntimo e escolhido acumular infinitamente até a grande oportunidade de aterrar ou deixar-se levar para morosidade dos ventos leves e vazios da ignorância premeditada e planejada inconscientemente. Diante de tais lixos emocionais, materiais, celulares e energéticos deve-se a limpeza rígida com a vigilância dos gigantes para os mínimos grãos de mostarda. Após diversos enfrentamentos com auxílio de palavras e técnicas bem aplicadas a poeira vai dissipando a amargura no coração plantada gratuitamente por qualquer indivíduo que seja pelo simples fato de achar que o outro representaria uma inverdade injusta para seus egos atuais. O poupar de cada palavra antes mesmo da pronúncia é imperioso para a grande tarefa de guardar o que tem para si e amadurecer diante das novidades que a vida lhe proporcionar sem reservas dos emoldurados saberes quânticos. O palpitar no peito começa a dar em nós o que poderia ser feito em linhas retas, mas o equânime das hostes celestes não chegou nem no início, muito menos no fim. Anos de empobrecimento mental para um único instante com um pensar potencializado por catalisadores energéticos dotados de ritualísticas invocativas da ancestralidade resplandecente em plasmas de incorporações das luzes do divino. O despertar começa a se mostrar em evidência e o amadurecimento do todo que antes representava o nada, começa a valer o grande bálsamo dos tempos achados perdidos diante de saberes ocultos e passados por personalidades ditas com nomes robustos, mas tão próximas de cada criatura detentora da egrégora luminária. Aos dias mais ensolarados vai-se tomando buscas internas para que o direcionamento do Jordão siga em fluxos individuais sem paradigmas de como ocorreu deve ser. Afinal… As regras podem mudar de lugar com matizes estelares facetárias e não preencher o que agora sabes tão porque o conhecimento para ser alcançado em plenitude deve ter o divino aterramento das palavras para que sejam bem ditas e não o contrário. O calcanhar do todo poderoso ego vai sendo drenado para o calabouço do desamparo e tornando o espaço antes ocupado por balizas do garantir imediato da purificação que pertence aos deuses interiores. Nada de paganismo nem de politeísmo, muito menos de monoteísmo, mas tudo no Eu interior interagindo com o Eu superior balizado pelo intercâmbio magnético para a grande explosão quântica do despertar original. Tudo é tão simples e ao mesmo tempo complexo porque não aprende com as matizes estelares repassadas aos poucos pelos disfarces de vestimentas seja lá qual for o nome entregue ao som que brota do médium. Para o divino aterramento, todos são responsáveis pelas balizas recebidas dotadas de competências tão próprias que a delegação de responsabilidades vai caindo no desuso de forma inteligente e aos que ficarem segue com lucidez na Nova Era. Aterrar para depois voar, caso contrário as asas ainda fracas vão direcionar o seu Eu para abrigos obscuros e de difíceis amparos reais, uma vez que a imaginação permanece muito fértil para bobagens apegadas. Com as raízes mais profundas e seguidoras da aurora boreal estelar diariamente presente ao abrir dos olhos, tudo pode ser modificado com a recalibragem da língua para melhor ajudar o divino aterramento. Não precisa sair para abraçar a santidade, nem voltar as costas para o demônio, uma vez que ambos são criações do ser humano para encabrestamento dos burros preguiçosos de aprender o óbvio que salta aos olhos dos que enxergam. Não irei demorar por mais longos tempos porque o divino aterramento deve ser despertado célula de cada vez para melhor aproveitamento das letras deixadas gravadas para o saber terreno. Afinal… A terra tem grande capacidade de moldar seus seres com as matizes de consciências da coloração do imaginário escolhido e empoderar para catálises de sobrestamentos em mutação constante. No final de tudo e com um pouco de início, as coisas vão sofrendo iluminação das ideias e o bem a si sendo aplicado com moderação e sem apegos para o que realmente decidiu deixar para trás. No divino aterramento, a vida segue sem interrupções desde que esta seja bem arquitetada de forma consciente, verbalizando aquilo que o coração e a mente estiverem prontas para segurar como verdade. Caso contrário, as raízes são afrouxadas e o que antes era divino aterramento, na realidade, nunca aconteceu de simples flagelos de intenções. Mais verdade, por favor.

Pai Damião.


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