Morte amiga, é hora de viver



A porta da eterna consciência é uma amiga inseparável da humanidade que vive para morrer. A morte, assunto proibido em muitas rodas de conversas, ave agoireira para alguns, é uma ferramenta necessária para as experiências de faixas dimensionais. Aproveitar as oportunidades, valendo-se do todo possibilitado, é uma marca que poucos conseguem compreender, mas... a nova era chega para ascensionar as consciências dos presentes no planeta de experimentação: Terra.

Se todos bem soubessem, passariam a viver mais e a morrer menos, diariamente. Afinal, a morte só existe para quem acredita na dor depositada erroneamente no contexto. Cada oportunidade de se melhorar e deixar tantos personagens para trás, é um amuleto distribuído de forma constante exemplificado pela leveza dos animais.

Os animais simplesmente vivem seguindo para a morte da matéria no momento propício, mas sem nunca ficar no aguardo cronologicamente. Já os humanos, vivem para morrer, cercando-se de “todos” os meios para retardar o encontro consigo diante do fechar de olhos da matéria e ajustes obrigatórios com o espectro divino.

Na hora da ascensão do espírito e desapego da matéria não há santo que interrompa o processo natural da evolução de cada um. Por isso, enquanto estiver pleno no viver na faixa terrena, morra quantas vezes precisar nesta matéria, sem apegos, e viva muito mais do que você já sabe viver. Transforme todos seus problemas em infinitas oportunidades de aprender com o que é proposto, sem grandes reclamações acomodadas por preguiça de viver.

Estar na carne é vivenciar a densidade da dimensão presente e não esquecer-se de louvar a oportunidade de estabelecer novos laços conscienciais. O espírito está no comando do avatar e precisa de oportunidades para que juntos sigam na mesma direção de forma amigável.

O corpo padece quando a mente já não comanda a verdade no viver, e segue apenas com os prazeres do agora temporário. Tratar do emocional, sabendo que os sentimentos são ferramentas de uma locomotiva que transmuta com o saber do dirigente da nau corpórea. Preste mais atenção ao que o seu corpo diz a você diariamente. Você está disposto (a) a morrer quantas vezes neste mesmo corpo? Sair da acomodação situacional é o primeiro passo. Por que insistir em algo que você não quer vivenciar? A morte, então, chega para dar uma lição de humildade diante de suicídios corpóreos impeditivos do seguir o propósito do espírito. Se de forma consciente, melhor para o desenrolar do novel existencial, pois as ferramentas são evidenciadas para serem utilizadas mesmo. Quem guarda saberes, esconde-se da vida e enobrece a morte interior. Sair da morte de consciência e avançar no despertar infinitamente.

Você está disposto (a) a desnudar-se quantas vezes? Os véus vão caindo lentamente, mas de forma verdadeira, porque agora você está como protagonista de sua vida.

Não pense no imediato do momento, pense na complementariedade da existência. Com isso, o tempo vai sendo feito por você mesmo para que cumpra os afazeres possíveis diante de uma mente liberta de autossabotagem.

A morte não existe para quem vive.

Transmute seus medos por cautelas possíveis.

Desapegue de histórias sofríveis e carregadas de vitimização.

Devolva aos inimigos amor incondicional de compreendê-los do jeito que eles podem ser. Afinal, cada um somente dá aquilo que possui, inclusive você.

É hora de viver e ter a morte como uma amiga leal, retribuindo o que é pedido na semeadura da verdade.

Pai Damião,

Águas de Aruanda


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