Maturidade Espiritual



Feliz daquele que crê sem ver.

Feliz daquele que crê com o coração.

Feliz daquele que contempla o ar, a terra, a água que banha o corpo, o fogo que aquece o frio, trazido pela noite.

Feliz daquele que contempla a escuridão, por saber que pode se fazer luz, para banhar as dores da alma.

Felizes daqueles que não aguardam fenômenos, mas tão somente se debruçam em literaturas em busca de conhecimento.

Felizes daqueles que conseguem uma FÉ maiúscula e não uma fé minúscula, que um vendaval, um furacão, que qualquer fenômeno naturalmente existente na vida de um ser encarnado, aconteça, e transforme o que era paz em desordem.

Felizes daqueles que elevam a frequência da consciência, não mais tendo obsessores como eternos companheiros.

Felizes daqueles que percebem a sutileza da vida em planeta terra, em acompanhar a sua frequência de origem, direcionando-se aos tarefeiros da luz, aos tarefeiros materializados de qualquer ordem.

Felizes daqueles que recebem um bálsamo de um preto velho.

Felizes daqueles que recebem um bálsamo de um médico espiritual.

Felizes daqueles que recebem um bálsamo de um mestre ascensionado;

Felizes daqueles que recebem um bálsamo de um padre, de um pastor, de um chama, de um ateu, de todas as ordens;

Felizes daqueles que estão em busca efetivamente da essência;

Felizes daqueles que abrem os olhos da alma para enxergar o que a matéria não tem competência para saber;

Felizes daqueles que se reúnem em grupos voluntariamente e gratuitamente para uns auxiliarem os outros;

Acolham caríssimos, as suas habilidades, reconheçam e amadureçam os seus talentos. Use-os em prol da humanidade, inclusive de você. Enxergue o seu talento, reverencie o seu talento e aplique-o em si e em todos que chegarem diante de você.

Se tens o dom da palavra, amadureça. Saiba melhor aplicá-las.

As palavras são frutos que saem do pé, exatamente quando estão na maturidade. Uma palavra dita de forma imatura consegue corroer toda uma estrutura de uma história aparentemente equilibrada. As palavras precisam ser plenamente estudadas. Quando provocadas, o ser detentor das palavras deve perceber o grau de maturidade do fruto projetado em palavras para compartilhar tais talentos, caso contrário as palavras serão lanças dirigidas ao outro, mas primeiramente apontadas para o seu peito, interrompendo inclusive uma história. Uma palavra lançada diante dessas flechas, diante dessas lanças, sem a maturidade do fruto, provoca corrosão da psiquê daquele que provocou algo fora da maturidade.

Por isso que o poder do silêncio é o bálsamo que aduba o solo das árvores do conhecimento, para que os frutos das palavras saiam plenamente em seus tempos. Se não tens o que dizer, amadureça ainda a tempestade interna. Se tens muito a dizer, amadureça a ansiedade em propagar seus frutos maduros. Reconheça que uma árvore não dá frutos em todos os momentos.

A balança da vida exige cada vez mais que você se redescubra dia após dia por meio das árvores e seus respectivos frutos palavras, evitando assim equívocos, evitando assim trapaças, evitando assim autoengano, evitando assim os disfarces característicos da ordem planetária regida aqui em terra.

Acalmar o peito e colher essencialmente o fruto energético que brota das palavras que invadem o seu peito, em procedimentos, em bálsamo da alma, em buscas incessantes de buscar tantos lugares, tantas portas batidas e nenhuma resposta encontrada porque definitivamente a resposta nunca esteve do lado de fora. A resposta para todas as suas perguntas está essencialmente dentro de você.

As curas efetivamente acontecem quando o ser humano tem ciência de si, ou seja, tem a consciência de que algo precisa efetivamente ser modificado de dentro para fora.

Enquanto as sintonias externas estiverem maiores do que a sua frequência, algo está em descompasso. Espera muito do outro e não faz a sua parte. Exige muito do outro e não faz a sua parte. Aponta muito o outro e a sua casa está bagunçada. Exige perfeição do outro e os seus pés estão sujos de lama. Exige uma verdade cristalina quando o seu cálice está obscuro. Exige que a cura efetivamente aconteça sob a responsabilidade alheia, mas você não toma o seu antídoto. Recusa-se a beber do antidoto que já está em sua mão. Tantas leituras, tantas portas batidas, tantas ritualísticas empreendidas para quê? Para nada. Porque você não sabe fazer nada, com tudo.

Então, afirmo que era melhor o vácuo da burrice. Porque se tem tudo e nada faz, então é melhor o vácuo da burrice. Felizes daqueles que são ignorantes, que não conhecem nenhum livro, nenhum saber, nenhum toque de nenhum bálsamo, de nenhuma pérola aqui derramada, distribuída para vocês. Segurem as pérolas. Olhem para suas mãos e vejam o teor do conhecimento que já possuem. O teor de vivência que já empreendeu e veja o quanto de percentual você está fazendo com o que está na sua mão. Zero? Lastimável.

Quantas criaturas efetivamente colocou já no planeta terra pelo seu coração. Não me interessa útero nem o saco escrotal. Do coração, quantas pessoas puderam beber do que nasceu do seu coração sem o sentimento de utilizar o outro enquanto o outro estava útil em sua vida. Quantas pessoas brotaram do seu coração verdadeiramente, quantas pessoas brotaram da energia limpa do amor sem condições, dentro do equilíbrio de não apontar quando o seu corpo está podre, De saber ouvir, ponderar, entregar e continuar.

Quantos ainda em busca de aplauso por tarefas feitas naturais? És uma pessoa boa? É obrigação de todos. Faz o bem para si? Ajuda a elevação do planeta? Que bom que você despertou pra isso! Entrega o seu propósito num livro aberto sem ressalvas de leitura? Seja bem-vindo! Apresente a sua história. Ainda se atropela em coisas pequenas, em pedregulhos, desta vida? Lamento dizer, mas as pedras tendem a aumentar e você ficará em algum momento desses nessa estrada limpa. Flutue! Se as pedras são grandes e rasgam seus pés, aprenda a voar. Se o voo está muito doloroso, aprenda a nadar.

E se nada disso foi oportuno, aprenda a se desfragmentar e se integrar definitivamente à força maior que muitos chamam de Deus, outros chamam do Logos maior, inteligência suprema que lançou as suas pérolas pelo Universo, condensando células, dando origem em matérias, condensamento de átomos, sendo oportunizada a materialização definitiva do conhecimento, retirando-se a cápsula da ilusão, transformando-se efetivamente o que é real e o que efetivamente é somente um jogo.

Lancem-se nas estradas da vida de cabeça erguida com bravura, transformando-se de acordo com a necessidade momentânea. Se é para nadar, nade. Se é para pisar em cacos de vidro, pise e nada acontecerá. Se é para se lançar ao fogo, deixe que essa transmutação aconteça em sua vida e verifique qual o aprendizado está diante dos folgareis da vida. Verifique onde está doendo. Porque está doendo, se aquela ferida estava aparentemente curada?

Quantos médicos, quantos curativos você irá precisar para uma única ferida? Quantos? Um hospital inteiro para sua ferida? Acredita que toda a estrutura espiritual nasceu para tão somente lhe servir. Cresça. Saia do estado pueril. Perceba do quanto do estágio de bebê está mal resolvido, que você ainda insiste em se comportar como um bebê. Quer colo? Quer chamar a atenção? Mergulhe na força materna e resolva suas feridas. Verifiquem, provoquem e deem conta daquilo que é provocado com nitidez plena da consciência.

Lembrem-se, por derradeiro, o bem está numa energia macro e o mau são gotejos para verificar e te mostrar que o seu telhado possui rachaduras. Verifique quais os pontos do gotejamento diante das tempestades. Aprofunde! Tenha coragem em ser você e os frutos transformados em palavras brotarão naturalmente e nos momentos plenos de lucidez, sabedoria e sensatez.

Assim seja.

Pai Damião,

Águas de Aruanda


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