A busca por você na verdade



A humanidade caminha a passos largos pela auto descoberta, mas também pelo não querer se responsabilizar por si. A cura ainda está sendo procurada de uma maneira muito distante. Não adianta receber instruções espirituais se o receptor não executa nada do que foi orientado.

Então, pergunto a todos vocês: Quem está a brincar de que? A espiritualidade tem muitas tarefas e é necessário que a pessoa que busca o auxílio esteja efetivamente comprometida para o que busca, caso contrário será como um efeito da areia movediça, que quanto mais você tenta subir, mais afunda. Afunda dentro de você, das suas frustrações, das suas buscas, das suas decepções.

Olhem para o que vocês querem: magia, mágica ou autotransformação. A autotransformação é algo doloroso, árduo. Somente os corajosos têm a competência de chegar a esse degrau, porque a partir da autotransformação, da busca e de estar na autotransformação você se depara com uma pessoa que você nunca sabia que efetivamente era você.

Após, você entenderá que já deu o primeiro passo da autotransformação. E dentro dessa mochila, você vai retirando fragmentos, não pertencentes nunca a você, mas condicionados, muitas vezes, diante de preguiças comportamentais.

A espiritualidade auxilia as dores do corpo e da alma, pois muito do que está alojado no corpo físico, já estava transbordando no espiritual.

O respeito sempre ao avatar, ao corpo, que dá segmento às suas tarefas, diante do seu norteamento do planeta, para que o encaixe diante do seu propósito seja encontrado.

Não vivam apenas para respirar, para comer e para dormir. Isto é papel natural do corpo. Isto a máquina de vocês fazem tranquilamente, o abastecimento de fragmentos diante da respiração, pelo alimentar. Viva também para a tarefa do espírito, que é honrar a célula da ancestralidade, de todo o poderio vivenciado até o agora e buscar todo esse saber que está dentro de vocês.

Desapeguem um pouco do corpo e mergulhem na essência divina que cada um possui, mas não abandonem o seu corpo. Desapeguem mas sem abandonar. Por isso, cuide do seu corpo. Tenha compaixão de você mesmo. Não coloque o seu corpo diante de aberrações que você já conhece, a exemplo da alimentação mal direcionada. Cuidem dos corpos, mas não se esqueçam de desapegar deles. Deixem que a naturalidade exerça o papel evidencial na vida de vocês, mas não abandone o corpo.

Muitos agem como suicidas, procurando a ajuda espiritual com uma dor no estômago e então começa o tratamento com chás, banhos, mas imediatamente, mesmo com a dor no estômago, agora já aliviada, mergulham nos mesmos hábitos comportamentais, sentimentais, alimentares e por aí se prossegue.

Buscas o que? Quem procura a espiritualidade deve estar aberto para uma autotransformação. Não adianta chegar sujo de lama, receber um banho e voltar a voltar a se deitar na lama. Quem está perdendo tempo? A espiritualidade não está, porque somos alimentados pelo amor incondicional. Deitem em quantas lamas vocês quiserem, que atenderemos vocês, mas verifiquem a perda de tempo próprio. Sujar, limpar. Limpar, sujar, sem nenhuma alteração comportamental e estrutural da mente, sem nenhuma alteração do padrão espiritual.

Como as coisas irão fluir na sua vida se você se coloca no papel de vítima? Todos no externo são seus algozes e você é a eterna vítima.

Saiam dessas prisões mentais! Assumam os seus papéis! Honrem os seus corpos! Honrem a sua história! Não se auto destruam. Verifique quem está perdendo tempo com o quê. Busque a espiritualidade por algo muito forte que você não consegue nem explicar, mas que você está disposto a não estar dentro de uma religiosidade com cabrestos. É lamentável que as religiões ainda precisem proibir ainda várias coisas para a melhora de cada um.

Cuidado com o veículo do álcool, pois é autodestrutivo diante das dinâmicas que abrem no campo mental e vibracional do ser humano. Mais isso daí já deveria ser uma autorreflexão dessas fugas empreendidas por meio de veículos distribuídos em uma diversidade muito maior do que vocês possam imaginar. O álcool é apenas um exemplo. Não estou a condenar. Estou apenas a convidar à reflexão do que está indo em busca do álcool para fugir. Bebe para ter coragem? Crie outros meios. Não precisa dessa máscara. Tenha coragem em ser você, sem bengalas. Busca o álcool para esquecer qualquer tipo de problema? Crie solução, vá em busca, levante-se da cadeira. Saia do estado da preguiça de viver, saia do estágio vegetativo de viver. Busca o álcool para ser aceito em rodas de amigos, familiares, quem quer que seja? Seja você e as pessoas respeitarão muito mais.

Verifiquem o que efetivamente vocês buscam. O estado autodestrutivo da humanidade é lamentável. A natureza proporciona dinâmicas incríveis, mas os seres humanos estão com as vendas nos olhos impedindo-os que enxerguem o propósito da dinâmica da vida. É tão fácil! Ouçam as vozes que brotam dentro de vocês e avaliem quem está falando dentro de vocês. Deus ou seus condicionamentos? Quem está falando dentro de você? Os seus condicionamentos ou sua essência divina, dando a naturalidade da vida? O amargor da vida vem diante da não autoaceitação. Existe um conflito muito forte que é colocado escondido, debaixo do tapete, por exemplo.

Cristo falava em parábolas; do rico ao pobre, todos entendiam, porque cada um recepcionava aquelas palavras de acordo com o que estava vivenciando e era tocado pela autotransformação do passo a seguir. Quando Cristo diz: “venda tudo do que tens se quiseres me seguir”, aconteceu com várias pessoas isso. Na realidade a história calcifica um pouco a estratégia desta fala. Muitos não venderam, materialmente falando, pois ele quis dizer: “Desapegue dos seus condicionamentos, se quiseres seguir os meus pensamentos”. Mas a humanidade recepciona, calcifica no sentido que Ele mandou vender todos os bens se quisesse seguir. Talvez Cristo quisesse o dinheiro, se assim for esse pensamento. Óbvio que não.

Descalcifiquem as interpretações. Verifiquem a essência das falas e partirão definitivamente para o não julgamento da descalcificação das falas. Estejam disponíveis para compreender o que está sendo dito. Coloquem as suas armas ao lado. Em alguns momentos servirão para vocês, mas agora preciso que vocês abram os corações. A espada, o escudo, seu capacete são necessários diante da batalha Divina na existência. Mas tudo revestido na amorosidade de quem efetivamente vem em busca do auto encontro.

Pai Damião, Águas de Aruanda, 10 de julho de 2017.


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